Festas Juninas


Brasil é um país festeiro não é novidade para ninguém. Logo acaba uma festa, o povo fica ávido pelo começo de outra. Assim acontece ao término do período carnavalesco, muitos contam os dias para chegada das festas juninas.
No mês de junho, as festas caracterizadas pelo colorido e pela alegria têm como alvo homenagear três santos designados pela igreja católica: santo Antônio (dia 13), são João (dia 24) e são Pedro (dia 29).

ORIGENS, sincretismo católico
As festas juninas foram absorvidas por nós através da herança deixada pelos colonizadores portugueses. Tido como folclore, uma das primeiras referências em terras tupiniquins data de 1603, feita pelo frade Vicente de Salvador: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos da novidade, como no dia de são João Batista, por causa das fogueiras e capelas.” [1]
Diversos povos da Europa antiga realizavam festas populares pelo início da colheita. Normalmente realizavam rituais visando boa fertilidade do solo e boas chuvas. Aos deuses eram oferecidos comidas, bebidas e animais. Procurando espantar os maus espíritos, realizavam danças e acendiam fogueiras.
Anterior a esta época, há vestígios, na antiguidade, a uma festa pagã que cultuava a deusa Juno, da mitologia grega. As festas eram denominadas de “junônias”.
Como o catolicismo comemorava o nascimento de são João em data coincidente e visando ganhar mais adeptos, a igreja adaptou os festejos ao calendário cristão. Por este motivo, foram denominadas inicialmente de joaninas. Os jesuítas foram os primeiros propagadores em solo brasileiro.

A TRADIÇÃO
Balões: quem o salta, espera que suba sem dificuldades, pois assim seus desejos serão atendidos. Também se acredita que os pedidos dos homens são levados pelos balões a são João.
Fogueiras: assim expressa um mito católico:
“Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com freqüência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Internet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”. [2]
Ainda conforme a tradição, cada um dos santos requer uma arrumação diferente da fogueira.

Fogos de Artifícios: uma antiga crendice portuguesa acreditava que os estrondos dos fogos espantavam o diabo e seus demônios.

Quadrilhas: Também trazida pelos portugueses, teve sua origem na França. Fazia parte das festividades da nobreza e eram dançadas nos palácios. No Brasil, inicialmente, também fora empregada pela nobreza. Com o passar do tempo foi incorporada as festas populares, principalmente ao ambiente rural. Seus comandos (palavras chaves para mudanças de passos da dança) ainda guarda a influência das línguas francesas e portuguesas (exemplos: en avant; balancer). Eram dançadas em homenagem aos santos juninos em agradecimento a colheita.

ZELO, uma necessidade na vida cristã
Em meio esta religiosidade revestida de folclore devemos ficar atentos. Tal festa é, inclusive, digna de um feriado no nordeste.
O cristão deve ter zelo em O QUE faz e PORQUE o faz.
Para os cristãos, deve ser fundamento intocável que os santos em nada podem ajudar. Existe apenas um mediador entre Deus e os homens: Jesus (1 Tm 8.34). Os santos reverenciados nas festas juninas nada podem fazer pelos homens.
Devemos estar atentos também as comidas e costumes para não sermos co-participantes. Assim o apóstolo Paulo declara: “as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios.” (1Co10.20). Em grego, “associados” é o termo “koinonia”. Paulo nos alerta que ao participarmos de tais oferendas temos comunhão com os demônios.

Na Bíblia na Linguagem de Hoje fica bastante clara a advertência em 1Co 10.23: “Alguns dizem assim: ‘Podemos fazer tudo o que queremos.’ Sim, mas nem tudo é bom. ‘Podemos fazer tudo o que queremos’, mas nem tudo é útil.

[1]Citado por Rinaldi e Capriello, pg 17.
[2]Corina Ruiz, Didática e Folclore, citada por Rinaldi e Capriello, pg 18.

REFERÊNCIAS

RINALDI, Natanael. CAPRIELLO, Luiz Antonio. FESTAS JUNINAS. In Defesa da Fé, nº 45, junho de 2002. Pg
FESTA JUNINA, in http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina, acessado em 16/06/2010, às 19:30h.
AS DIVERTIDAS FESTAS JUNINAS, in http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/secoes/festas.aspx?cod=281, acessado em 16/06/2010, às 19:30h.

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Sobre Cadu Rinaldi

Teologia e Reino de Deus
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2 respostas para Festas Juninas

  1. Nicolli disse:

    Paz cadu…muito bom o estudo sobre “festas Juninas”, se vc me permitir gostaria de aplica-ló na E.B local…Que DEUS abençoe…E que muitos possam compartilhar esse excelente estudo…Uma Benção

    Curtir

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