Os doze Apóstolos , “dispostos a aprender”.


O aspecto mais revelador sobre aqueles homens é que, a princípio, nenhum deles impressionava. Ninguém ocupava posição de destaque na sinagoga, e nenhum deles pertencia ao corpo sacerdotal levita. A maioria era formada por trabalhadores comuns, e provavelmente não tinha qualquer qualificação além do conhecimento básico necessário para o exercício de sua profissão.

Talvez alguns pertencessem a famílias abastadas, como os filhos de Zebedeu, mas nenhum deles poderia ser considerado rico. Não tinham formação acadêmica nas artes e filosofias daquele tempo. Assim como o Mestre, a educação formal que receberam consistia apenas no que se aprendia nas escolas das sinagogas. Muitos cresceram na área mais pobre em torno da Galiléia. Aparentemente, o único dos Doze criado numa região mais privilegiada da Judéia era Judas Iscariotes.

Portanto, sob qualquer critério de sofisticação cultural daquela época ou atual, os apóstolos poderiam ser considerados como um agrupamento tosco de almas. É difícil compreender como Jesus poderia usar gente assim. Eram pessoas impulsivas, temperamentais, que se melindravam com facilidade e vítimas de todo tipo de preconceito no contexto em que viviam. Para resumir, aqueles homens selecionados pelo Senhor para ser seus assistentes representavam o perfil médio da sociedade daqueles dias.2 Não era o tipo de gente de quem se pudesse esperar ganhar o mundo para Cristo.

Mesmo assim, Jesus viu naqueles homens simples o potencial de liderança para o Reino. De fato, eram pessoas “comuns e sem instrução”, de acordo com o padrão do mundo (At 4:13), mas tinham capacidade de aprender. Embora costumassem errar em seus julgamentos e fossem lentos para compreender as questões espirituais, eram homens honestos, prontos para admitir suas fraquezas. Seu comportamento poderia ser grosseiro e suas habilidades, limitadas, mas à exceção do traidor, todos tinham um grande coração.

Talvez o fato mais significativo sobre os apóstolos era seu grande anseio por Deus e pelas coisas divinas. A superficialidade da vida religiosa à volta deles não deturpou a esperança que tinham pela vinda do Messias (Jo 1:41,45,49; 6:69). Estavam fartos da hipocrisia dos aristocratas legalistas. Alguns já haviam se unido ao movimento de avivamento promovido por João Batista (Jo 1:35). Aqueles homens procuravam por alguém que os guiasse no caminho da salvação. Gente assim, disposta a se deixar moldar pelas mãos do Mestre, poderia ganhar uma nova imagem. Jesus pode usar qualquer um que deseja ser usado.

Por Robert Coleman – Livro Plano Mestre de Evangelismo

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Teologia e Reino de Deus
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