A visão da majestade de Deus. Apocalipse 4:7


trono de deus Depois destes acontecimentos, observei uma porta no céu, e a primeira voz que eu ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, chamou-me: “Sobe até aqui, e Eu te revelarei os eventos que devem ocorrer depois destes”.1

2 Imediatamente, me vi absolutamente tomado pelo Espírito, e diante de mim estava um trono no céu e nele estava assentado alguém.2

3 Aquele, pois, que estava assentado tinha a aparência que se assemelhava às pedras lapidadas de diamante e sardônio. Ao redor do trono, reluzia um arco-íris parecendo uma esmeralda.3
4 Também ao redor do trono havia vinte e quatro outros tronos; vi assentados sobre eles vinte e quatro anciãos, vestidos de branco e com coroas de ouro sobre a cabeça.4
5 Do trono emanavam relâmpagos, vozes e trovões. Perante Ele estavam acesas sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus.5
6 E diante do trono, ainda, havia algo semelhante a um mar de vidro, trans-lúcido como o cristal. No centro, circundando o trono, havia quatro seres viventes  cobertos de olhos, tanto na frente como nas costas.6
7 O primeiro aparentava um leão, o segundo era semelhante a um touro, o terceiro tinha um semblante como o de homem, o quarto parecia uma águia em pleno vôo.7
8 Cada um desses seres tinha seis asas e eram repletos de olhos, tanto ao redor como por baixo das asas. Dia e noite proclamam sem cessar: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir!”8

Breve explicação do texto acima:

1 As passagens de 4.1 a 5.14 proporcionam ao leitor uma introdução para o longo trecho de 6 a 20. Na sala do trono celestial, o Cordeiro inicia a derradeira batalha contra as forças diabólicas, em cujo final lançará definitivamente o Diabo e seus seguidores no lago do fogo eterno. O Senhor usa com João o mesmo tipo de convocação que usou com Moisés no monte Sinai, a fim de receber as orientações de Deus (Êx 19.20.24).

2 João foi elevado a um estado raro de consciência espiritual alterada, em que seus sentidos foram totalmente arrebatados pela plenitude do Espírito, a fim de que pudesse ver, ouvir e sentir vívidamente tudo o quanto lhe seria comunicado por Deus (1.10; 17.3; 21.10). O estilo literário, retratar Deus governando em seu trono celestial é uma forma clássica e tradicional do AT (Sl 47.8).

3 Deus é plena luz, verdade e santidade, e não pode ser contemplado diretamente por nenhum ser humano (1Tm 6.16); por isso, se apresenta como o brilho intenso das pedras preciosas (os tons multicoloridos refletidos pelo diamante puro ou avermelhados do jaspe, e castanhos dos cristais de calcedônia) combinando com todas as matizes de verde, como que produzidos pelo prisma da luz através dos mais puros cristais de esmeralda (Ez 1.26-28; Ap 10.1).

4 Os vinte e quatro anciãos representam os doze patriarcas de Israel (as doze tribos) e os doze apóstolos, simbolizando desse modo a cifra completa e a unidade de todos os salvos de todas as eras (Ef 2.11-22). Há outros estudiosos cristãos que entendem que essa é uma representação dos anjos que servem a Deus no governo do Universo (Sl 89.7; Is 24.23; Êx 24.11; Ap 4.9-11; 5.5-14; 7.11-17; 11.16-18; 14.3; 19.4).

5 Os relâmpagos, trovões, grandes sinais no céu e as lâmpadas simbolizam o magnífico poder e a majestade eterna do Senhor, assim como vem se revelando à humanidade, desde a própria Criação, o Dilúvio e as grandes manifestações do amor de Deus para com seu povo no deserto do Sinai (Êx 19.16-19; Sl 18.12-15; 77.18; Ez 1.13). Na visão do Apocalipse, esses fenômenos estão sempre associados a algum acontecimento relevante para a humanidade e que se passa nas amplas e maravilhosas dependências do templo celestial (8.5; 11.19; 16.18). A expressão “os sete espíritos” é apenas uma maneira simbólica de mostrar o poder e a majestade perfeita do Espírito de Deus, uma vez que o sete é sempre o número da perfeição e da completeza (1.4).

6 A origem dessas expressões figuradas, como “mar de vidro”, está no AT (Gn 1.7; Êx 24.10; Ez 1.22), que também indicava a bacia do templo celestial (11.19; 14.15-17; 15.5-8; 16.1,17), cujo equivalente no templo terreno era chamado de mar (1Rs 7.23-25; 2Rs 16.17; 2Cr 4.2,4,15,39; Jr 27.19). Os quatro seres pertencem a uma ordem elevada de criaturas angelicais, cuja missão é zelar pelo trono celestial enquanto coordenam uma sistemática e interminável proclamação de louvor e adoração a Deus. Com seus muitos olhos, nada escapa à atenção e ao cuidado deles.

7 O profeta Ezequiel teve uma visão semelhante (Ez 1.6-10; 10.14).

8 Aqui vemos uma expansão do próprio nome de Deus (Êx 3.14,15), com o objetivo de enfatizar que os atributos de Deus (próprios de seu nome), como seu poder e santidade, se estendem da eternidade passada à eternidade futura, sem oscilação ou qualquer possibilidade de cessar (1.4; Is 6.2,3; 41.4; Ez 1.18; 10.12).

Onte Bíblia de estudos King James

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Teologia e Reino de Deus
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