A bíblia e a sexualidade na infância.


Sexualidade InfantilEntão veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve. (1 Samuel 3:10). Bom, então sou profeta de Deus?

No contexto social em que a Igreja sobrevive, é relevante estar sempre alerta quanto à convivência de seus membros, convivência esta pautada na Palavra de Deus como padrão, tanto no seio da mesma quanto no cotidiano da sociedade. Gn 2:7; lCo 7:1-11; Tt 2:5.

A Igreja Local é composta de pessoas com sexualidade; uma vez que a sexualidade de um indivíduo se define como sendo as suas preferências, predisposições ou experiências sexuais, na experimentação e descoberta da sua identidade e atividade sexual, num determinado período da sua existência. Uma vez que a sexualidade de um indivíduo pode ser afetada pelo ambiente sócio-cultural e religioso, a Igreja tem sobre si grande responsabilidade quanto à orientação sexual dos seus membros, e de se pronunciar e tomar decisões junto à sociedade onde está inserida.

A nossa Sociedade brasileira passou de uma forma de governo ditatorial para outra democratizada. Por conta disso, e de concessões através de projetos elaborados por autoridades políticas, há certa concorrência para liberação de até desvio de conduta sexual.

A Igreja, além de instruir sexualmente de acordo com a Palavra de Deus os seus membros, deve se pronunciar quanto à sua posição perante a sociedade. Na verdade, todas as outras instituições possuem um embasamento teórico para suas práticas pretendidas; porém, a Igreja, fundamenta-se nas Sagradas Escrituras, para, também, por direito ocupar seu espaço na sociedade, exaltando a Heterossexualidade e a Família; isto é, se as outras instituições e seguimentos procuram espaço para suas práticas na sociedade, a Igreja do Senhor também deve procurar esse espaço, utilizando-se de argumentos convincentes (Lc 14:23).

A Igreja é responsável por divulgar e informar sobre uma sexualidade verdadeira a luz da vontade de Deus.

Em relação à Sociedade, a Igreja deve ser um paradigma para esta Sociedade nela se espelhar.

Quanto aos seus membros, a Igreja deve demonstrá-los os padrões sexuais genuínos, pois tais membros precisam ser moral e sexualmente puros (2Co 11:2; Tt 2:5; lPe 3:2). O termo “puro” (“hagnos” ou “amiantos”, grego) significa “livre de toda mácula da lascívia”; refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade [estado ou qualidade de pessoa isenta de relação carnal; pessoa virgem] e a castidade [qualidade de quem é puro, incontaminado, imaculado] ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de Deus. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (lTs 4:4) e não em “concupiscência” (lTs 4:5). (Bíblia de Estudo Pentecostal). Até mesmo as crianças devem ouvir a explicação do significado do sexo, e do crescimento, em primeiro lugar da parte dos seus pais.

Inserida na Sociedade, a Igreja pode se prevalecer na defesa do casamento como Instituição divina (A Bíblia dá muita importância ao casamento – Gn 2:24; Ef 5:31, 32), da família (Cl 3:18-25), e da Heterossexualidade [(lCo 7:1-5, 17) – ou Heterossexualismo que se refere a atração sexual e/ou romântica entre indivíduos de sexos opostos, e é considerada a mais comum orientação sexual nos seres humanos]. Rejeitando a Pomossexualidade (classe de orientação sexual de quem rejeita qualquer classificação), a Pansexualidade (orientação sexual distinta da Bissexualidade), e outras orientações contrárias aos ensinamentos da Palavra de Deus. (Wikipédia).

Para não ser necessário disciplinar, a Igreja deve primar por uma adequada orientação sexual, de acordo com a faixa etária dos membros, através de estudos e palestras com orientadores idôneos para atender a demanda. Esta orientação pode ser voltada para os seguintes temas: l) Os órgãos sexuais (masculino e feminino); 2) A fisiologia reprodutiva (ejaculação, menstruação, gravidez, aleitamento, etc.); 3) O desenvolvimento sexual (sexualidade infantil, puberdade, adolescência, etc.); e, 4) Educação sexual (contracepção e abordagens religiosas, políticas e pedagógicas, etc.).

É imprescindível, também, a Igreja primar por orientações, principalmente aos jovens, adolescentes e crianças; uma vez que vem ocorrendo fatos em que jovens estão frequentando igrejas locais, com comportamentos estranhos à Palavra de Deus em meio à sociedade. Essas orientações devem ser em relação ao:

– A) Casamento (Gn 2:18-24; Mc 10:7-9; Ef 4:25-33);

– B) Sexo antes do Casamento [proibido pela Palavra de Deus, conforme Lv 18:6ss.; At 15:20; Rm 1:29; lCo 5:1; 6:13, 18; 7:2; 10:8; 2Co 12:21; Gl 5:19; Ef 5:3; Cl 3:5; lTs 4:3; Hb 13:4; Jd v. 7; etc.];

– C) Sexo no Casamento [Pv 5:18, 19 – Deus viu que era bom (Gn 1:31); pois há propósitos: (a) Procriação (Gn 1:28), que é a multiplicação da espécie humana; e, (b) Prazer (Pv 15:15), um relacionamento monogâmico onde um satisfaz os desejos do outro, de acordo com a Palavra de Deus, e ambos sejam felizes, com alegria e prazer como consolidação do amor mútuo];

– D) Prática Sexual [que é uma experiência de dar-se (lCo 7:1-5) – (a) Um se preocupa em satisfazer o outro, de modo abundante (lCo 7:5), quando é importante descobrir a freqüência da prática que agrade ao outro, uma vez que a abstinência sexual pode ser usada por Satanás, se não houver suprimento da necessidade, que, geralmente, é maior no esposo; é relevante lembrar que, quando um casal se abraça na cama, ela quer carinho, ele, pensa em sexo; (b) Essa experiência deve ser criativa; (c) Deve trazer satisfação (Ct 4:1ss.; 7:1ss.) conhecendo as diferenças entre o homem, que se excita pelo olhar, e a mulher, que se excita pelo toque e audição.];

– E) Problemas que afetam o bom Relacionamento: (a) Desinformação sobre Sexo – Achar que falar de sexo abertamente seja pecado; isto traz atritos e levanta barreiras entre os dois; (b) Egoísmo do Esposo – Prejudica o relacionamento de ambos pois, se a Esposa não se realiza, o sexo pra ela fica sendo algo ruim, afetando o seu estado emocional, negando o sexo ao Esposo (lCo 7:5); (c) Traumas e Problemas Psicológicos – Desajustes em função de traumas, tais como: – abuso sexual, incesto, etc., que podem afetar o emocional, refletindo no comportamento sexual, sendo necessária a “cura interior”; (d) Falta de Ambiente Sossegado – Para um bom Relacionamento; (e) Stress Físico e Emocional – Estar bem fisicamente e em harmonia com as emoções; (f) Conceitos Errados sobre Sexo – Conceitos de que o sexo interfere na espiritualidade ou que é pecado, tais como: – tirar a Bíblia do quarto, esposa despir-se diante do esposo, ter relação no escuro e embaixo do lençol, etc.; e, (g) Falta de Carinho – Esposa não bem cuidada, tem dificuldades para relacionar-se sexualmente com o seu esposo; para ela, carinho e atenção são fundamentais. (Pr. Antonio Carlos de Souza – O Plano de Deus para um Casamento Feliz). E, finalmente,

– F) Moral Sexual (Dt 22:13ss.; Hb 13:4): – (a) A Intimidade Sexual é limitada ao Matrimônio (Gn 2:24; Ct 2:7; 4:12) – Os prazeres físicos e emocionais no relacionamento conjugal fiel são ordenados e honrados por Deus (Ct 2:14; 4:12); a lascívia (“aselgeia”, grego – denotando a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio em relação ao sexo oposto – Gl 5:19; Ef 4:19; lTm 2:9; lPe 2:2, 18) tem sido obstáculo para muitas pessoas; (b) O Adultério [(Mt 5:32; lCo 6:10) – “moichao”, no grego, significando “ter relação ilícita com a mulher do outro…]; a Fornicação e prostituição [(Lv 18:6-10; 20:11, 12, 17, 19-21; lCo 6:18; lTs 4:3) – “porneia”, no grego, significando ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extra-maritais; tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento – com mais freqüência entre os solteiros]; o Homossexualismo [(Gn 13:13; 19:5; Lv 18:22; Jz 19:22; 2Sm 1:26; lRs 14:24; 15:12; Rm 1:27) a Sodomia (Gn 18:32; 19:6-8; Ez 16:48-50; Mt 10:5-15; Jd v. 7)], os desejos e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus, por transgredirem a Lei do Amor (Êx 20:14) e profanação do Relacionamento Conjugal. Esses pecados são condenados nas Sagradas Escrituras (Pv 5:3), colocando o culpado foram do Reino de Deus (Rm 1:24-32; lCo 6:9, 10; Gl 5:19-21); (c) A Imoralidade e a impureza sexual [Impureza (“akatharsia”, no grego, significa “pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5:3; Cl 3:5)] não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem diga que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, com mútuo “compromisso”, seja aceitável, por não haver ato sexual completo; isso é um pecado contra a Santidade de Deus e o Padrão Bíblico de pureza (Lv 18:6-10; 20:11, 17, 19-21; 18:6). O crente deve ter autocontrole abstendo-se da prática sexual antes do casamento; se houver dedicação à vontade de Deus, pela fé, abrir-se-á caminho para a bênção do domínio próprio, a temperança (Gl 5:22).

Entre outras questões que poderíamos trazer aqui.

Algumas definições para compreensão do texto:

Santidade:

Santidade é um dom da graça de Deus. A Bíblia diz em Êxodo 19:5-6 “Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra; e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

Quanto mais lemos a Palavra de Deus mais santidade adquirimos. A Bíblia diz em João 17:17 “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” A santidade de Deus é o modelo que temos para a nossa vida. A Bíblia diz em 1 Pedro 1:15 “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento.”

Contra a Santidade:

A santidade de Deus não tolera o pecado. A Bíblia diz em Isaías 59:2 “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.”

Pornografia:

A pornografia é simplesmente o primeiro passo em uma escorregadia ladeira de iniquidade e imoralidade (Romanos 6:19). Assim como um usuário de drogas é levado a consumir quantidades maiores e mais poderosas de drogas, a pornografia arrasta o ser humano, levando-o a pesados vícios sexuais e desejos ímpios.

As três categorias principais de pecado são: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I João 2:16). A pornografia definitivamente nos causa a luxúria (iniquidade) da carne, e isto inegavelmente é a luxúria (iniquidade) dos olhos. A pornografia, definitivamente, não se qualifica como uma das coisas nas quais devamos pensar: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). A pornografia é viciante (I Coríntios 6:12; II Pedro 2:19), destrutiva (Provérbios 6:25-28; Ezequiel 20:30; Efésios 4:19), e leva à iniquidade sempre crescente (Romanos 6:19). Desejar outras pessoas em nossa mente (a essência da pornografia) é ofensivo a Deus (Mateus 5:28). Quando a habitual devoção à pornografia caracteriza a existência, isto demonstra que esta pessoa não é salva (I Coríntios 6:9).

Curiosidade sexual:

A família, que deveria ser responsável por esse encaminhamento, não se sente preparada o suficiente para abordar o assunto não propiciando uma abertura para a conversa em casa. Sendo assim, os pais transferem para a escola mais essa responsabilidade.

A abstinência é a única política de Deus quando se trata do sexo antes do casamento. A abstinência salva vidas, protege bebês, dá às relações sexuais o valor adequado e, mais importante, honra a Deus.

Sexo antes do casamento:

Não existe uma palavra hebraica ou grega usada na Bíblia que precisamente se refira ao sexo antes do casamento. A Bíblia inegavelmente condena o adultério e imoralidade sexual, mas é o sexo antes do casamento considerado sexualmente imoral? De acordo com 1 Coríntios 7:2, “sim” é a resposta clara: “mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido.” Neste versículo, Paulo declara que o casamento é a “cura” para a imoralidade sexual. Primeiro Coríntios 7:2 está essencialmente dizendo que, porque as pessoas não conseguem se controlar e por isso muitas estão tendo sexo imoral fora do casamento, elas devem se casar. Só então poderão satisfazer as suas paixões de uma forma moral.

Já que 1 Coríntios 7:2 claramente inclui o sexo antes do casamento na definição de imoralidade sexual, todos os versículos bíblicos que condenam a imoralidade sexual como sendo pecaminosa também condenam o sexo antes do casamento como pecado. O sexo antes do casamento faz parte da definição bíblica de imoralidade sexual. Existem inúmeras Escrituras que declaram o sexo antes do casamento como sendo um pecado (Atos 15:20, 1 Coríntios 5:1; 6:13, 18; 10:8, 2 Coríntios 12:21, Gálatas 5:19, Efésios 5:3 ; Colossenses 3:5, 1 Tessalonicenses 4:3; Judas 7). A Bíblia promove a abstinência completa antes do casamento. O sexo entre o marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13:4).

Auto descobrimento do corpo:

A sexualidade sempre foi um tema de difícil discussão, sobretudo para crianças e adolescentes; a curiosidade, a percepção das diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e a fonte incontestável de prazer que o sexo representa, fizeram do assunto um tabu e algo que “não é conversa para crianças” contribuindo ainda mais para aguçar a imaginação de cabecinhas ávidas por informações. Como essas informações não são conseguidas em casa, entram em ação os “colegas sabe-tudo” que, na maioria das vezes, sabem muito pouco e acabam deturpando fatos e informações, criando dúvidas ainda maiores.

Adolescência:

Adolescência é a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis – físico, mental e social – e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto.

Desenvolvimento dos caracteres sexuais primários e secundários nos homens.

1.12-13 anos: Surgem os pelos pubianos (lisos); início do crescimento dos testículos, do escroto e do pênis, mudanças temporárias no peito; formação de esperma

2.13-16 anos: 1.Início da mudança de voz, crescimento acelerado do pênis, dos testículos, do escroto, da próstata e da vesícula seminal, primeira ejaculação

2.Os pelos pubianos tornam-se crespos

3.Grande “salto de crescimento”

4.Crescimento dos pelos axilares

3.16-18 anos: aparecimento da barba, início das “entradas” no contorno dos cabelos, marcante mudança de voz.

Puberdade:

A puberdade é um período em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas. É neste período que o corpo desenvolve-se fisica e mentalmente tornando-se maduro e o adolescente fica capacitado para gerar filhos. Ela não deve ser confundida como sinônimo da adolescência, visto que a puberdade faz parte da adolescência. Nesta fase, são observadas mudanças tais como: crescimento de pelos, crescimento dos testículos e aparecimento dos seios. .

O marco principal da puberdade para os homens é a primeira ejaculação, que ocorre em média aos 13 anos.

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4 respostas para A bíblia e a sexualidade na infância.

  1. Beto disse:

    O último parágrafo está incorreto. A puberdade masculina começa aos 10-11 anos com o crescimento dos testículos.

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