Despertamento e Ativação dos dons proféticos


1. Despertar

1.1 O desejo de profetizar

O correto uso dos dons (dom de profecia é superior ao de línguas)

14 Segui o caminho do amor e exercei com zelo os dons espirituais; contudo, especialmente o dom de profecia.(1) 2 Porquanto quem se expressa em uma língua estranha, não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o compreende, pois em espírito fala mistérios.(2) 3 Entretanto, quem profetiza o faz claramente para edificação, encorajamento e consolação de todas as pessoas.(3) 4 Quem fala em uma determinada língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a Igreja.

1 O amor (Agape) é o ambiente ideal em que os dons espirituais devem ser expressos e ganham plena eficácia, especialmente o dom de profecia (I COR 12.10).

2 O termo grego original, aqui traduzido por “línguas estranhas”, se refere tanto a um idioma humano desconhecido por determinado povo ou cultura, como a língua extática dos seres celestiais. Deus compreende bem todas as manifestações do espírito humano, assim como o próprio Espírito Santo intercede em nós ao Pai com “gemidos impossíveis de serem expressos por meio de palavras” (Rm 8.26). Os ouvintes não conseguem entender alguém que fale uma língua assim; por isso, é mistério. E, portanto, sua expressão pública somente é aprovada e útil à Igreja quando há quem possa interpretá-la para o vernáculo dos ouvintes.

3 A verdadeira palavra profética é estimulante, confirmada pelo Espírito que habita nos cristãos e se alegra com a verdade; é também encorajadora (no original grego paraklesin). A mesma função do Espírito Santo: exortar, animar e aconselhar o crente, como um sábio e dedicado advogado faria para com seu protegido (1Jo 2.2; 12.7).

4 A própria pessoa que fala uma língua estranha não a compreende por meio de qualquer capacidade intelectual. Mesmo que ela tenha o dom de interpretar, este será sempre um poder espiritual (virtude, dádiva) e não uma propriedade da mente ou do saber. Portanto, a edificação é pessoal e na área emocional, fortalecendo a fé, estimulando a dedicação e inspirando mais amor para com Deus e o Seu Reino.

Criar expectativas: seja pregando, seja ministrando, seja qualquer coisa que fazemos para o Senhor, temos que criar expectativas, precisamos de senso de expectativas “estou esperando algo hoje”.

2. Ativar

2.1 Oração: adoração e intercessão.

(I Pedro 2:5) – Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.

2.1.1 Intercessão: A base da intercessão tem a ver com o pecado, tem haver com condição de queda; sem intercessão nada acontece.

O homem edifica o império das trevas, e Jesus nos ensina a destruí-lo por intermédio da intercessão.

2.1.2 Adoração: Durante a adoração, onde centramos a presença de Deus, o tempo de Deus tem haver com a oportunidade. O deixar agir de Deus. Alguns pontos importantes a serem ressaltados é que a adoração e intercessão são feito de forma vertical e não horizontal.

(Êxodo 34:8) – E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, adorou.

(Êxodo 12:27) – Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.

(Josué 5:14) – (…) Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo?

(Jó 1:20) – Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou.

(Neemias 8:6) – E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra.

(Marcos 14:35) – E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora.

3. DOM

(Tiago 1:17) – Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.

(I Pedro 4:10) – Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

4. PROFETIZAR (Dons proféticos)

E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias (Joel 2.28-29). Pedro acrescenta “… e profetizarão” no final desta passagem.

(I Corintios 14:1) – Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais (…). Palavra grega traduzida como dom espiritual em 1 Coríntios é charismata, que significa habilidades, ferramentas ou capacitações sobrenaturais, dadas pelo Espírito Santo, para a edificação da igreja. Da mesma forma que as armas são fornecidas a um soldado para a batalha, a igreja, como Corpo de Cristo, não pode combater o bom combate, ou atuar em regiões celestiais, sem operar com poder e revelação sobrenaturais da parte de Deus.

Neste estudo estaremos tratando apenas dos 4 dons considerados proféticos, na relação dos nove dons citados em 1 Co 12. São eles:

o Palavra de sabedoria

o Palavra de conhecimento

o Discernimento de espíritos

o Profecia

*Profecia:

É o falar sob a influência sobrenatural do Espírito Santo, declarando os pensamentos e propósito de Deus (significado da palavra grega “profeteia” usada em 1 Co 12:10), em relação ao presente, passado ou futuro. Profetizar é basicamente “ouvir” o que Deus está falando (através de uma revelação) e em seguida transmitir esta informação. Os objetivos da profecia (I Co 14:3) são:

· Edificar (termo usado em arquitetura, que descreve uma construção, ereção, colocação de pedras em seu lugar apropriado). É fundamental que construamos a igreja com materiais de qualidade (dons e ministérios) e não com feno, madeira, palha (I Co 3:10-15).

· Exortar (incitar, encorajar, aconselhar e prevenir veemente)

· Consolar (falar íntimo, conforto, falar com alto grau de ternura)

A Bíblia não oferece apoio para profecias com outros objetivos além destes três citados. Não cabe ao profeta trazer repreensão, expor pecados, ungir ministérios, dizer com quem alguém vai se casar, ou quando terá filhos, nem exercer governo sobre a igreja. Existem na igreja outros ministérios, e cada um com sua função. Quem quer ser um bom profeta deve se limitar ao seu campo de autoridade – estar sensível à voz de Deus e trazer palavras que edifiquem, encorajam e consolam aos irmãos.

Profetizar também não é pregar ou ensinar a Palavra. Não existe justificativa para se traduzir a palavra profecia como pregação, pois as Escrituras usam palavras diferentes para estas ações. A profecia traz a marca óbvia e inequívoca de uma operação sobrenatural, não se relacionando com o talento ou habilidade naturais para pregar ou ensinar. Apesar de Deus poder usar um pregador profeticamente, fazendo com que este mude o curso de seu sermão, ou enfatize alguns pontos e nem cite alguns outros, todo sermão deve ser preparado de antemão, a partir do estudo da Bíblia e um período devocional de oração. Não devemos tentar ao Senhor, querendo forçá-lo a nos revelar algo durante uma reunião que assumimos a responsabilidade de pregar a Palavra.

Alguém pode argumentar que qualquer coisa que fizermos para um irmão terá sempre o objetivo de edificar, encorajar ou consolar, e isto inclui atividades que dependem do aprendizado ou esforço humano. Mas não podemos esquecer que a profecia depende de uma revelação de Deus, da informação que nos é dada sem a participação de meios naturais.

*Palavra de Conhecimento

A Bíblia não traz explicações claras sobre este dom, e ele é citado apenas em 1 Coríntios 12. Mas segundo os renovados (e acreditamos também desta forma), é a comunicação de informações e fatos que não foram obtidos a partir de nenhum elemento humano. É obter por meio de revelação, uma informação sobre um fato, lugar ou acontecimento relacionados com uma pessoa, onde não havia conhecimento prévio nem sendo obtido por meios naturais. Pode-se conhecer o nome, profissão, datas, estado físico ou emocional da pessoa, além de detalhes da sua vida ou qualquer outra informação. Em muitas situações é usada por Deus para preparar o coração da pessoa para receber a proclamação do evangelho, não sendo em si a mensagem principal. Em Jo 4 vemos como uma palavra de conhecimento trazida por Jesus à mulher samaritana pode converter toda uma cidade.

I COR 14:23-25 “Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos? Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado; tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós”.

Obs: Tanto a mulher samaritana quanto o apóstolo Paulo chamaram estas manifestações de profecia, e não de palavra de conhecimento. Mas manteremos esta definição neste estudo pois sua compreensão desta forma fica facilitada.

*Palavra de Sabedoria

É a sabedoria sobrenatural, dada por Deus, não podendo ser obtida através do estudo ou experiência. Não é uma palavra sábia, mas a palavra de sabedoria vinda do Espírito Santo. Revela a vontade, o plano ou propósito de Deus para uma situação específica. É diretiva por natureza, pois contem uma percepção profética do que deve ser feito em determinada situação. Pode não causar o mesmo impacto de uma palavra de conhecimento, mas sua necessidade e utilidade podem ser maior, devido a orientação de Deus sobre o que devemos fazer em uma situação específica. É uma efusão de sabedoria que funciona ao lidarmos com problemas pessoais e situações complexas.

Em At 27 Paulo recebe uma palavra de conhecimento (vs. 10), uma profecia (22) e uma palavra de sabedoria (30-31).

*Discernimentos de Espíritos

A palavra espírito é mencionada 990 vezes na Bíblia. Na realidade, toda vida é espírito. Pode estar relacionada a anjos, demônios, Espírito Santo, unção, influências humanas, atitudes. Discernir significa distinguir, estabelecer diferença entre duas ou mais coisas. Então, discernimento de espíritos é a habilidade ou capacidade dada por Deus em reconhecer a identidade, a personalidade e a condição do que de fato está presente, dentre os possíveis diferentes espíritos ou unções. Identificar a presença demoníaca é apenas um aspecto deste dom, que também pode identificar dons espirituais ou chamados, além de funcionar como palavra de conhecimento na cura, trazer o propósito de Deus para uma reunião, revela a situação do coração de uma pessoa, identifica atividades angelicais, etc. (At 16:17-18).

A pessoa que tem este dom pode funcionar em vários níveis diferentes. Uma pessoa pode atuar no discernimento de espíritos humanos, atitudes e necessidades da vida dos santos. Outra pode ter mais discernimento para atividades demoníacas. Outras têm mais capacidade para discernir os dons e as manifestações de Deus, dentre aquelas que não são verdadeiras.

Exemplos bíblicos: I Rs 22:19-23; II Rs 6:16-17; Mt 9:4; Mt 16:15-17; At 5:1-10; At 13:9-12

Por Cadu Rinaldi

Pesquisa de textos:

Site Servindo com a Palavra;

Bíblia de Estudo King James;

Enciclopédia bíblica.

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Teologia e Reino de Deus
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